repete roupa!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

semana 38 - essa tal de sustentabilidade


pouco mais de um mês atrás, fiz um post no instagram comentando sobre o coala festival. pensando estritamente em estrutura pra receber um monte de gente, fiquei bem decepcionada com os esforços do evento, que tinha um line up só de artistas brasileiros prafrentex politicamente conscientes, além de milhares e milhares de fãs de tais artistas, também prafrentex, também politicamente conscientes e muito focados em berrar foratemers românticos e revolucionários a cada silêncio de segundos que se estabelecia entre músicas, entre bandas, entre conversas. essa mesma galera berrando fora temer foi embora do festival, após assistir caetano veloso - que encerrou a noite - deixando um mar de copos plásticos, latinhas, papéis, restos de comida, bitucas de cigarro espalhados pelo chão. algumas dessas mesmas pessoas gritando fora temer foram embora do festival, que aconteceu no memorial da américa latina, carregando, sem sentir vergonha - inclusive demonstrando orgulho - vasos, não pequenos, de plantas que faziam parte da decoração do espaço.

hoje, no instagram não se lixe, vi um post similar sobre o rock in rio, com texto e fotos dessa notícia do jornal da cidade.

é muito louco como bandeiras como sustentabilidade, defesa da amazônia e demarcação de terras indígenas viram espetáculo e show business, pra, né, fazer bonito. pra inglês ver, como dizem meus parentes. no fim de um dia no rock in rio, mesmo depois de gisele defendendo a amazônia e alicia keys chamando ativista indígena pro palco, o mar de copos e latas é o mesmo de qualquer outro festival de música ao qual eu já compareci.

então eu me pergunto: se a organização do rock in rio tá tão assim preocupada com o meio ambiente, se eles querem tanto salvar a amazônia e dar as terras que os índios merecem, se eles tem grana pra pagar um cachê de gisele bundchen e conseguem convencer a alicia keys a falar sobre um assunto que nada tem a ver com ela, por que é tão difícil pensar em uma estrutura de evento que seja, ainda que não totalmente, pelo menos mais sustentável do que é?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

semana 37 - uma maxi saia plissada, 5 visus de verão (e mais um visu de festa e um visu relax)


bom, gente, chegou o calor finalmente SDDS e fato é que eu prefiro mil vezes me vestir no calor do que no frio. menos camadas, mais pele exposta, roupas mais simples de montar.... então decidi começar com essa saia longa cinza que é a minha favorita há alguns anos já. lá na semana 3 eu repeti uma saia midi cinza plissada (porque eu era aloka das saias cinzas, além dessas tinha mais um longa com fendas laterais, não sejam como eu, gente, tenham apenas uma saia cinza que vocês realmente amem), mas descobri durante a semana que eu realmente não curtia muito a saia. me senti triste a semana toda com os visus e não achei que a saia caía bem em mim. resultado: a saia midi vive agora muito feliz no guarda-roupa da minha hermana, e eu sigo muito feliz tendo somente uma saia cinza, que por acaso é também plissada (todas ama plissado, né, pleats are a girl's best friend), maravilhosa, confortável e serve como saia longa E midi!

sabe aquelas roupas nas quais a gente se sente completamente confortável e tranquila, não importa o nosso humor? é essa saia. e durante a semana 37 eu a combinei com algumas outras peças do meu armário que estão comigo há algum tempo - me sinto completamente eu mesma as usando, embora às vezes enjoe e deixe elas encostadas por umas temporadas.


então vamos aos visus!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

semana 36 - uma saia evelope pintada à mão, 4 jeitos coloridos de usar


vamos começar com as devidas desculpas: queridas leitoras (e leitores), eu falhei. as regras ditam que eu devo mostrar pelo menos 5 visus com a peça da semana - mas essa semana, gente, foi feriado. eu absolutamente não tinha motivos pra usar roupas na maior parte da semana, e pra falar a verdade se eu realmente tivesse respeitado a falta de necessidade de roupas esse post só conteria 3 visus. mas eu quis fazer um esforço extra e fui ao supermercado vestida de roupas e não de pijama só pra poder cumprir meu compromisso blogueiro.

agora sobre a saia: isso na verdade é um pedaço de pano em formato esquisito no qual minha vó colocou uns ganchinhos pra poder prendê-lo ao redor do corpo e chamá-lo de saia. talvez essa seja a definição do que é uma saia. outra coisa legal que minha vó fez foi pintar esse pássaro doidão na saia, porque convenhamos que um pedaço de pano branco amarrado na sua cintura não é o que nós chamamos exatamente de LOOK DO DIA não é mesmo, então taí, uma saia pintada à mão pela minha vó nos anos 60.


mas vejam bem, se por um lado minha vó era a pessoa que usava as roupas esquisitas e tinha um estilo meio maluquinho, por outro ela ainda era muito comprometida com as regras sociais. ela só usava essa saia na praia. porque aparentemente uma mulher de respeito não usa uma saia envelope de formato esquisito estampada com uma fênix que tomou ácido na cidade grande. esse tipo de coisa é aceitável na praia, onde estão todos meio pelados mesmo então só há vantagens em usar tal peça de vestimenta estranha. na praia todo mundo meio que ~~perde as estribeiras~~ né? era assim que minha vó perdia as estribeiras, vestindo essa saia. uma vez que a família estava de volta em terras paulistanas vovó voltava a se vestir com elegância sem barriga aparecendo sem cores vibrantes sem pássaros exageradamente verdes.

já eu? bom, ao que parece não sou uma mulher de respeito, porque honestamente depois da semana passada usando preto, nada melhor que trazer um pouco de cor (VOCÊ QUIS DIZER: TODAS AS CORES DO UNIVERSO) pra essa cidade cinza do que usando uma saia que me faz parecer figurante de um filme do elvis no havaí.


então vamos aos (poucos, mas caprichados) visus!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

semana 36 - sobre patti smith, as coisas que a gente tem, e ser professora


aconteceu o seguinte:
quando eu entrei no metrô voltando da pós, percebi que o broche que devia estar pregado na minha jaqueta tinha sumido. me bateu uma melancolia imediata, que o broche tinha sido da minha bisavó, minha vó tinha dado pra mim numa caixinha acolchoada de veludo, e como eu podia ser tão descuidada, o broche dura 60 anos e na primeira vez que eu uso eu perco; ao mesmo tempo me deu uma tristeza contrária, de me importar tanto com um objeto que não significa nada, que tava esquecido numa gaveta no meu quarto fazia anos.

e enquanto eu lia just kids no metrô, a patti smith descrevendo o cuidado com que ela empacotou um vestido e uns acessórios pra que o robert mapplethorpe a fotografasse, e mais tarde como ela escolheu a camisa para a foto da capa do disco horses, e a jaqueta com o broche de cavalinho que ela tinha ganhado anos antes, e toda a significância de pequenos objetos que ela descreve durante o livro todo e, porra, patti smith jamais teria perdido um broche da bisavó dela.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

semana 35 - um vestido midi preto, 6 possibilidades


lá na semana 11 eu repeti um vestido preto muso, com detalhes meio folk. se bem me perguntarem, eu diria que esse vestido é preto o suficiente pra minha pequena pessoa, mas tenho certeza que muita molier por aí sequer consideraria ele PRETO apenas porque ele tem bordadinhos coloridos e românticos. quando as mina gosta de se vestir de preto, é preto MESMO. eu, honestamente, acho meio sem graça? preto com preto? ausência de cor total? que tristeza. mas, né, eu tô aqui pra agradar vocês, minhas leitoras queridas, e algumas semanas atrás num comentário anônimo me pediram pra eu repetir vestido preto longo. 


a sorte de vocês é que eu:::::: tenho um vestido preto longo. inteirinho preto. sem bordado. sem detalhe colorido. sem nada. e a sorte de vocês é que eu só comprei esse vestido porque sou tarada por decote nas costas, que é uma coisa meio difícil de achar (pelo menos decote nas costas de bom gosto: acho raro). se no dia houvesse um vestido igual só que branco, não haveria esse post (bom, talvez houvesse, mas aí ia ser vestido branco ao invés de preto que, né por nada não, é bem mais legal). point being: eu não adquiri o vestido porque ele é preto, mas sim porque ele tem costas de fora. agora se o seu vestido preto não tem costas de fora, tenho uma notícia boa e uma ruim: a ruim é que, né, que triste, um vestido todo preto sem decote nas costas; a boa é que dá pra usar as ideias desse post em qualquer vestido, seja ele preto ou furta-cor, seja ele com decote nas costas ou fenda nas pernas.


quer umaz'ideia da hora pra variar seu LBD? então vamos aos visus?

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

semana 34 - moletom to totoro! a semana toda!!!!


sem palavras pra explicar meu amor por esse personagem e por esse moletom. não sei o que dizer, apenas sentir. na real desde a semana passada eu tenho estado meio borocoxô e com mega preguiça de pensar muito em roupa - tanto é que acabei odiando os visus da semana 33. essa semana decidi tirar um pouco a pressão de mim mesma, aproveitar o frio féladaputz que tava rolando, e repetir moletom.

essa é uma das grandes vantagens de ser professora: posso trabalhar de moletom. ainda quero fazer uma semana calça de moletom, mas considerando que eu não possuo uma, talvez no momento eu esteja impossibilitada.

vamos aos visus? (que não estão lá super inovativos essa semana, mas tudo que eu queria era ficar confortável)

sábado, 26 de agosto de 2017

semana 34 - tentei virar adulta e falhei, aqui estão as razões


sabe aquilo de quando a gente é criança, e meio que percebe que ser adulto é terrível? não sei vocês, mas eu gostava de assistir desenho animado e filmes incríveis e ler livros de aventuras inacreditáveis que me faziam esquecer da existência do mundo real. o que os adultos gostavam de fazer? assistir jornal. e ler jornal. e às vezes até ouvir jornal no rádio. eu achava bem curioso, pra não dizer triste, que com todas as opções de entretenimento, hobbies, atividades e gostos pessoais, os adultos pareciam ter um acordo silencioso de sempre gostar de tudo que parecesse mais chato, mais monótono, com o cheiro mais esquisito e o gosto mais amargo.

eu me perguntava quando acontecia essa mudança, em que momento da vida a chave virava e as pessoas deixavam de ser crianças e gostar de coisas divertidas e passavam a ser adultos e apreciar miséria amargura tristeza e gostos amargos. me parecia absurdo que, sendo adultos e tendo portanto rédeas de suas próprias vidas e podendo fazer o que quisessem, as escolhas adultas eram tão.... erradas. eu sonhava com o dia em que seria adulta e faria tudo diferente com esse super poder que é a maioridade penal. os adultos ao meu redor riam, dizendo que eu ia crescer e entender, mas a verdade é que eu cresci. (eu acho). e meio que nunca entendi.

eu continuo preferindo assistir desenho animado do que qualquer outra coisa. eu ainda prefiro ouvir britney spears no carro a caminho para o trabalho do que o noticiário. e eu aprendi, meio sem querer, que ninguém nunca vira adulto. que não existe um momento em que você passa a apreciar ouvir o noticiário no carro e deixa de gostar de sessão da tarde. não tem um dia mágico em que você passa a dispensar sem nem piscar os doces e chocolates e frituras e coxinhas e a se alimentar de maneira equilibrada e comer todos os seus legumes. nem um dia em que você acorda e passa a lidar com todas as suas obrigações e responsabilidades sem preguiça e com ótima energia. é um esforço contínuo, que nem na infância.

a diferença é que a gente vai crescendo e entendendo - às vezes na marra - algumas escolhas dos adultos. a gente começa a sentir no próprio corpo os efeitos de comer só coxinha, né? pra dar um exemplo fácil de entender. mas se me perguntarem se eu gostaria de ser aquele adulto que eu enxergava ao meu redor quando eu era criança...... ah mas vocês tão muito loucos.

então vos apresento com os 5 motivos pelos quais eu jamais serei uma adulta: