repete roupa!: semana 51 - uma saia jeans upcycled, 5 visus sustentáveis (e um visu extra de natal)

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

semana 51 - uma saia jeans upcycled, 5 visus sustentáveis (e um visu extra de natal)


alouuuu amigos e amigas, espero que as festanças natalinas tenham sido proveitosas. a semana 51 tá saindo atrasada por motivos de não deu pra lidar muito com a vida essa semana, mas agora que natal passou talvez as coisas se acalmem.

a saia que escolhi pra semana 51 (A PENÚLTIMA SEMANA, GENTE, vocês tão entendendo o nível do meu orgulho de mim mesma???) foi minha primeiríssima compra após um ano sem comprar roupas - uma saia jeans de botões da c(+)mas, loja sobre a qual falei no post sobre iniciativas de upcycling. eu postei as peças da c(+)mas com preço, e tanto aqui no blog quanto no instagram algumas pessoas comentaram sobre a inacessibilidade da moda sustentável. como ser sustentável e responsável se as roupas com essa proposta são tão caras?


bom, vamos lá: eu comprei uma saia e uma camisa da c(+)omas, e com o desconto de 15% que eles me deram, paguei 552 reais nas duas peças. a gente pode dizer que cada uma das peças saiu por uns 270 reais. é caro? bagarai. por outro lado, passei o ano todo sem comprar nada. não gastei dinheiro com roupas compradas no impulso, nem com liquidações, nem com nenhum tipo de fast fashion. eu optei por não gastar dinheiro com roupas e outros supérfluos por um ano. isso quer dizer que todo o dinheiro que eu costumava gastar principalmente com roupas ficou guardadinho. e parem pra pensar comigo: quanto dinheiro você gastou em um ano com roupa? somando todas as blusinhas da renner que a gente compra em um ano, não dá facinho uns 300 reais? sei lá, aqui desse lado da tela dava. 

umas semanas atrás, num momento de tristeza e de querer jogar tudo pro ar, entrei na zara pensando que se foda vou é torrar toda minha grana em roupa nova e ser feliz. qualquer merdinha da zara custa 300 reais, gente. e é tudo cópia, tudo reprodução, tudo feito com trabalho semi escravo e com zero fiscalização de todo o processo de manufatura. ou seja, não tem nem um trabalho criativo por trás, não tem gente pensando e criando com cuidado, não tem nada.

me parece, cada vez mais, que fazemos escolhas muito claras. quer investir numa peça de roupa sustentável, quer contribuir com marcas e inciativas que estão focadas em fazer de seus produtos e seu mercado algo melhor pro nosso mundo, quer ter uma relação mais consciente com seu consumo e com suas necessidades? faz esse exercício da escolha. ao invés de gastar, em diversos períodos do ano, com roupas de preço baixo, que a gente costuma chamar de "acessíveis" (acessíveis pra quem? com certeza não pra quem tá lá costurando as roupa tudo), escolha juntar o dinheiro de todas as blusinhas baratinhas e, após realmente pensar no que você precisa e no que você sente falta no seu guarda-roupa, escolha investir em uma peça única, de valor maior, mas feita com mais cuidado em todos os sentidos: na escolha do material, no desenvolvimento do design, na atenção com todos os envolvidos na fabricação daquilo.


o valor da roupa barata, gente, tá escondido. quem viu o documentário the true cost tá ligado nisso, mas não precisa nem assistir pra entender o real valor das coisas e o valor que a gente tá disposto a pagar por elas. um tempo atrás li no vivendo à vista esse post sobre o real valor de um sanduíche do mcdonalds. e é uma leitura muito boa, porque temos com a comida a mesma relação que temos com a roupa: uma ilusão de que devemos pagar um preço baixo que consideramos justo, em conjunto com nossa total cegueira para o processo necessário pra fazer aquilo e todos os gastos do caminho - se não é o consumidor final pagando pelos gastos, pode ter certeza que a gente ou outras pessoas tão pagando de outras maneiras - normalmente maneiras piores do que abrir a carteira e entender que precisamos investir nas coisas pra termos, em resposta, coisas de qualidade e que nos façam bem.

depois desse textão, vamos aos visus, que é o que importa, né?

  • segunda, 18 de dezembro

semana passada eu fui demitida de uma escola e contratada por outra praticamente no mesmo dia, e na segunda eu fui lá conversar com minha nova coordenadora, pegar o material etc. queria muito que ela não se arrependesse de ter me contratado então fui com essa roupa de pegadinha clássica: bolinhas, saia evasê, cintura alta, pescoço fechado.... mas, né, tudo meio modernoso. acho que funcionou, continuo empregada na nova escola. a blusa de bolinha é de brechó, e depois de usar essa roupa na segunda decidi que durante o resto da semana eu ia manter esse conceito: saia upcycled e o resto da roupa de brechó ou segunda mão. 

  • terça. 19 de dezembro

na terça fui visitar uma amiga querida em são bernardo e no trajeto de carro de ida e volta eu ouvi no rádio a música linger dos cramberries 4 vezes. sim, tocou linger quatro vezes. como disse uma migo meu, pelo menos não foi zombie dos cramberries quatro vezes. enquanto eu ouvia linger e durante a visita à casa da minha amiga, fui de crop vintage de tijolinhos laranjas. 


  • quarta, 20 de dezembro

a quarta foi relativamente tranquila, no fim da tarde começou a chover então coloquei botas e fui curtir uma breja radical de crop xadrez vintage da gloria coelho.


  • quinta, 21 de dezembro

quinta também foi um dia tranquilo. tinha alguns compromissos mas fiquei parada na raposo tavares na chuva e acabei desistindo de todos eles. o compromisso do qual não desistir foi almoçar num restaurantezinho japonês aqui perto e sujar a camiseta de shoyu.


  • sexta, 22 de dezembro

sexta fui ao devant vintage conversar sobre fazer um bazar de trocas de roupa no comecinho de fevereiro. vai rolar e já temos até a data, já marquem nas suas agendinhas 2018: 10 de fevereiro. choveu e passei um certo friozinho mas a vida tem dessas.


  • domingo, 24 de dezembro


noite de natal, de celebrar o b-day do pequeno baby jesus, e queria apenas dizer que eu tinha planejado esse visu com a saia da semana PORÉM ela sujou bastante com tanto uso e achei que ia pegar meio mal usar uma saia suja. então troquei a saia por essa calça de linho e coloquei esse colete de paetês vintage maravilhoso que era da minha vó. fun fact: esse colete era a última peça de roupa que faltava pra ser usada essa ano. convenhamos que não é uma peça assim fácil de usar pra qualquer ocasião - a última vez que a usei foi em 2015 num aniversário.


tcharam!




nos encaminhamos para a última semana desse desafio doido e se tudo der certo em breve haverá um post com meus objetivos pro ano 2 do repete roupa! uhul!!!

2 comentários:

Fernanda Alves disse...

Engraçado que os looks que mais amei foram os básicos, com blusinha branca. e o último, fodástico, claro.

No mais, entendo perfeitamente a questão do custo de uma roupa sustentável ser maior que o de fast fashion - tipo comida orgânica que custa mais do que a que tem agrotóxicos - o problema é segurar a mão na hora de passar em frente à Zara.

Um pouco mais de consciência e calma para 2018 pra mim. Longa vida ao Repete Roupa e quaisquer outros projetos que vc venha a criar, Mel. Você ganhou uma fã carioca. beijos!

Anônimo disse...

Tenho lido e assistido muito vídeo sobre moda sustentável e slow fashion, mas sinceramente, não tenho como aderir e deixar de comprar em fast fashion simplesmente pq essas roupas não cabem no meu orçamento. O que posso fazer é me educar e comprar de forma mais consciente, comprando o que preciso e o que funciona pra mim, sem exageros, mas não tenho como investir quase 600,00 em 2 peças. Isso é quase metade do que uso para comprar roupas durante um ano. Sempre tento comprar em promoções e em épocas mais favoráveis, além de escolher bem as peças pelos tecidos, cortes e caimentos.